Estádio e Patrocínio do Corinthians


Tudo que envolve o Corinthians é polêmico.
A grandeza do clube provoca a paixão de sua fantástica torcida e a indignação dos torcedores rivais, que muitas vezes declaram que torcem mais contra o Corinthians do que a favor dos seus próprios clubes.
As polêmicas vão de lances dos jogos, decisões da arbitragem, legitimidade de títulos, caráter de seus torcedores, arrecadação, parcerias do clube, e muitas outras.
Os mais comentados no momento são a construção do estádio corintiano e o recém patrocínio da Caixa Economica Federal.
Para quem quer formar uma opinião embasada em fatos e coerência, segue abaixo dois textos que explicam as duas transações.
Para quem quer continuar com opiniões clubistas, invejosas, sem noção, etc., não leiam. Porque a verdade dói, e esta dor somada com a dor de cotovelo que você já sente, pode virar um sofrimento insuportável.

Segue os textos:

O Estádio de Itaquera – Esclarecendo os Fatos

Afinal, qual o conteúdo do tal "enorme pacote de isenções ao Corinthians" objeto do Projeto de Lei do Executivo de São Paulo ("PL") a ser votado nesta semana?

Na verdade, o PL contempla dois incentivos distintos, sendo um deles fiscal e o outro financeiro.

I - Incentivo Fiscal

O incentivo fiscal consiste em isentar do ISS os serviços de construção do estádio. Esta isenção, na verdade, é concedida aos serviços de construção (ou reforma) pelas 12 cidades-sede da Copa do Mundo, inclusive Porto Alegre e Curitiba, nas quais os titulares dos estádios são privados (Internacional e Atlético Paranaense, respectivamente). Isentar do ISS os serviços de construção foi um compromisso assumido pelas 12 cidades-sede perante a FIFA, em documento chamado "Matriz de Responsabilidades", que conjuga uma série de obrigações impostas pela FIFA, em todas as Copas do Mundo, como condição a todas as cidades (e Estados) que pretendem sediar o evento.

Portanto, ao isentar a construção de ISS, São Paulo está apenas cumprindo a obrigação assumida pelo Município perante a FIFA.

Aliás, quando a Matriz de Responsabilidades foi assinada por São Paulo, em 13 de janeiro de 2010, o estádio paulistano que gozaria da isenção de ISS em sua reforma era outro (por coincidência, também particular).

II - Incentivo Financeiro

1 - E o que são os tais "R$ 420 milhões" ?

Na verdade, são um incentivo financeiro (e não fiscal) ao desenvolvimento da Zona Leste, a menos desenvolvida de São Paulo, e não apenas ao estádio do Corinthians. Os Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs) existem na legislação de São Paulo desde 2005 (Lei nº 14.096, de 8 de dezembro de 2005, alterada pela Lei nº 14.256, de 29 de dezembro de 2006), quando foram criados como mecanismo ao desenvolvimento da Região da Luz (anos antes, portanto, da própria confirmação da realização da Copa do Mundo no Brasil).

Especificamente na Zona Leste, na área onde está sendo construído o novo estádio, os CIDs existem desde 2007, por ocasião da edição da Lei nº 14.654, de 20 de dezembro de 2007.

Portanto, o Corinthians não será o primeiro e nem o último beneficiário dos CIDs: qualquer empresa disposta a investir na região da Luz ou na Zona Leste fará jus aos CIDs. Qualquer outro clube de futebol que queira construir um estádio na Zona Leste fará jus aos CIDs. O próprio Corinthians, independentemente da aprovação do PL, já faria jus aos CIDs, nos termos da legislação atualmente em vigor (Lei nº 14.654, de 2007, alterada pela Lei nº 14.888, de 19 de janeiro de 2009, dependendo apenas da regulamentação pelo Executivo Municipal da Lei já vigente).

Os CIDs são certificados emitidos pela Prefeitura em favor do investidor, no valor de até 60% dos investimentos, desde que comprovadamente realizados e auditados pela Prefeitura.

Tais certificados podem ser cedidos pelo investidor a terceiros, que por sua vez os utilizarão para pagamento de ISS e IPTU por eles devidos ao Município.

2 - E por que é necessário um novo PL se os CIDs já estão previstos na legislação?

Porque, no caso do novo estádio, a Prefeitura criou requisitos ainda mais rígidos dos que os requisitos hoje existentes, impondo-os como condição para a concessão dos CIDs.

Se o PL vier a ser aprovado, não bastará ao Corinthians realizar um investimento na Zona Leste (como está previsto na Lei de 2007) e nem mesmo construir um estádio apto a sediar partidas da Copa do Mundo. Para o Corinthians a Lei será mais rígida, e exigirá que o Clube construa, antes da Copa, um estádio que atenda a todas as exigências da FIFA para sediar a abertura da Copa. E as exigências da FIFA para a abertura são maiores, inclusive, que aquelas dirigidas ao Maracanã, que será palco da final da Copa.

3 - E de onde surgem os R$ 420 milhões?

De novo, o PL é mais rígido que a legislação atual, que não impõe limite máximo de valor aos CIDs.

Os R$ 420 milhões são o valor máximo dos CIDs concedidos pelo Município, independentemente do custo final do estádio. Assim, se o Corinthians tiver que gastar R$ 1 bilhão com o novo estádio para atender às inúmeras exigências da FIFA, os CIDs continuarão sendo de R$ 420 milhões, caindo de 60% para 42% do valor do investimento.

4 - São Paulo terá ganhos por sediar a Copa que justifiquem a concessão dos CIDs?

Estudo preparado pela renomada empresa de consultoria internacional Accenture aponta de forma muito clara os enormes ganhos a serem experimentados por São Paulo em razão da cidade sediar a abertura da Copa. Apenas para o evento abertura são esperados cerca de 190 mil turistas estrangeiros, que se estima gastarão na cidade cerca de R$ 1,2 bilhões. Isso sem contar os ganhos futuros, decorrentes do aumento do turismo de negócios em São Paulo decorrente da visibilidade a ser alcançada com a abertura da Copa, estimado pela Accenture em R$ 1 bilhão para o período compreendido entre 2010 e 2020.

5 - Qual a comparação entre a situação de São Paulo e as demais cidades-sede da Copa?

A isenção do ISS foi condição imposta pela FIFA e é concedida em todas as cidades-sede.

Desde um ponto de vista financeiro, enquanto São Paulo apenas estenderá ao novo estádio, e sob condições ainda mais rígidas, um incentivo financeiro que já existe em sua legislação desde 2005, as demais cidades-sede (com exceção apenas de Porto Alegre e Curitiba) arcarão com 100% dos custos de construção ou reforma de seus estádios, que são públicos (como Maracanã ou Mineirão, por exemplo). E só São Paulo sediará a abertura da Copa.

Sob um prisma de legado urbanístico e econômico, a localização do novo estádio na Zona Leste - região carente de investimentos na qual residem cerca de 37% dos paulistanos - coloca São Paulo em tão evidente vantagem comparativa em relação às demais cidades-sede que a situação dispensa comentário.

6 - Qual a importância dos CIDs para a viabilização i) do futuro estádio do Corinthians e ii) da abertura da Copa do Mundo em São Paulo?

O Corinthians dispunha de um projeto de estádio para 48.000 expectadores, que atendia ao padrão FIFA, porém que não dispunha da capacidade de público exigida para sediar a abertura da Copa. O custo desse projeto podia ser suportado pelo Corinthians, independentemente dos CIDs.

Para sediar a abertura, é necessário um estádio com capacidade para 65.000 pessoas e, mais que isso, um estádio que atenda a inúmeras e severíssimas exigências da FIFA.

Portanto, a concessão dos CIDs permitirá ao Corinthians absorver o aumento de custos derivado da modificação do projeto originalmente previsto, necessário a que São Paulo possa sediar a abertura da Copa e, com isso, obter enormes incrementos de receita tributária, ganhos urbanísticos à Zona Leste e projeção internacional única.

Estes são os fatos que, em benefício da boa e isenta informação, o Corinthians torna públicos.

Sport Club Corinthians Paulista




O Corinthians e a Caixa

Ontem não houve tempo hábil para falar do tema, então vamos hoje a uma análise que muita gente já pediu para que fosse feita. Neste instante em que escrevo o post está programado o início da entrevista coletiva de imprensa em que será anunciado o patrocínio da Caixa ao Corinthians até 2014.
O ponto chave do negócio não é a grana envolvida, nem se há ou não interferência do ex-presidente Lula na concretização do acordo. Essas são duas relações ralas para tentar compreender o negócio. Na verdade, é preciso analisar toda a conjuntura do mercado de patrocínio esportivo, no Brasil e no mundo, para chegar-se a uma conclusão um tanto quanto óbvia.
É extremamente pertinente e coerente a realização do patrocínio da Caixa para o Corinthians.
O primeiro motivo é mercadológico. A Caixa está, hoje, entre os cinco maiores bancos do Brasil. Seus concorrentes diretos estão, todos, posicionados de forma estratégica no mercado de patrocínio esportivo. O Itaú lidera as ações com seleção brasileira e Copa do Mundo de 2014; o Bradesco vem a seguir com o patrocínio às Olimpíadas-2016 e outras seis confederações; o Santander fincou o pé no futebol com a Libertadores e Neymar; e o Banco do Brasil tem a força do vôlei e outros esportes de bom posicionamento estratégico como tênis e automobilismo.
Até o anúncio do acordo com o Corinthians, a Caixa estava com o atletismo e o Comitê Paraolímpico Brasileiro. Propriedades interessantes, mas que estão longe de serem estratégicas como a dos concorrentes. Além disso, desde meados deste ano o banco já começava a entrar na propriedade que ainda está disponível no futebol, que é o patrocínio a clubes. Avaí, Figueirense e Atlético-PR possuem a marca da instituição financeira em suas camisas. Sendo assim, o patrocínio ao clube que hoje é o mais midiático do país tem um apelo gigantesco para a Caixa e é uma forma direta de ela se posicionar contra seus principais concorrentes.
Afinal, a partir do momento em que a Caixa ou qualquer outra empresa pública não tem regalia de marcado por ser do governo, ela tem de fazer uso das ferramentas de comunicação da mesma forma que seus concorrentes da iniciativa privada. Nesse caso, reclamar da injeção de dinheiro público em instituição privada é de uma tremenda burrice. Ou, então, é fazer com que o esporte pague uma conta que não lhe pertence.
As empresas públicas fazem uso recorrente da publicidade para comunicar suas ações e conquistar clientes. Por que então não é errado elas pagarem para fazer propaganda em veículos de mídia? Da mesma forma que a Caixa anuncia nos canais de TV que lhe interessa, ela pode colocar dinheiro apenas nos clubes que são mais vantajosos na estratégia de comunicação dela.
Aí entra a questão de conjuntura do patrocínio esportivo pelo mundo. Nós temos aqui no Brasil um comportamento absolutamente radical em relação à participação da iniciativa pública no esporte. Algo que, mundialmente, não acontece. Como já disse em outra oportunidade aqui no blog, geralmente os gestores esportivos no exterior fazem chantagem com a esfera pública para conseguir regalias e/ou incentivos. Nos EUA, diversos estádios e arenas privadas são construídos com dinheiro do governo. A diferença, lá, é que o esporte prova, com números, que haverá geração de empregos e impostos para retornar o investimento feito.
Por aqui, sem a capacitação do gestor esportivo, confundimos investimento público no esporte com troca de favores. A Caixa patrocinar o Corinthians é vista como uma ação que compete exclusivamente a Lula, como se todos os demais envolvidos nessa história fossem pessoas sem qualquer capacidade de negociação e análise de mercado. Se não houvesse qualquer motivo para que a Caixa investisse no futebol e, especificamente, no Corinthians, aí sim poderíamos creditar a Lula qualquer ingerência. Mas, na atual conjuntura do mercado de patrocínio no país, o patrocínio não só se justifica como se transforma num grande trunfo para a empresa na disputa com a concorrência.
Aí sim entramos em outra questão, que é o valor do acordo. A Caixa pagará R$ 1 milhão para ter a marca exposta nos dois jogos do Mundial de Clubes, outros R$ 30 milhões para 2013 e renovação automática para 2014 com o valor pago corrigido pelo índice IPCA. Com isso chegamos a duas conclusões: a primeira, de que realmente o negócio foi técnico, já que o montante pago está dentro de uma realidade de mercado. A segunda, de que as próprias empresas colocaram um freio na gastança sem sentido dentro do futebol. Dificilmente o valor do Corinthians, que será o topo entre os clubes do Brasil, ultrapassará os 30 milhões.
Com esse valor, a Caixa consegue, também, pagar menos para ter a maior exposição entre seus concorrentes. Como estará na camisa do clube durante todo o ano, a empresa terá exposição permanente sua marca na mídia. Todos os seus rivais gastam mais do que isso no ano para terem menor presença na mídia. O que, também, explica a lógica do negócio. Afinal, qual outra propriedade estava livre para investimento com um retorno tão alto?

Erich Beting
http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/11/20/o-corinthians-e-a-caixa/


Os fatos estão aí, quem quiser ler e analisar faça, quem quiser continuar com a ignorância desportiva e rivalidades sem medida, viva assim.

Vai Corinthians, rumo a Bi!!!!!!!!!!

14 comentários:

  1. Anônimo24.11.12

    Que timinho polemico, não tem visão nenhuma, em nenhum lugar do mundo !!!!!!!!!!! É um time de classes baixas, antes do Lula ajudar tinham que irrigar o ct lixo com mangueirão, banheiros químicos cheios de bosta !!!!!!!!!!Todo mundo sabe que esse dinheiro é público não tem nenhum centavo do Corinthians, o próprio Andrés cara furada Sanches disse que o Cúrinthians, não conseguia nem pagar água e luz no Corinthians antes do Ronaldão PT chegar e fazer acordo com o lula e usarem o Corinthians como caixa 2 !!!!!!!!! Como pode em tão pouco tempo um time míseravel, ficar milionario de uma hora para outra, sem venda de jogadores, camisas (pois só vende camisa de camelo ), só falta torcedores de outros times terem que bancar a estádia dos corinthianos nos jogos, pois entrar num estádio de copa vai sair caro no bolso !!!!!!! Logo logo a mascara vai cair e esse timeco de pessimos jogadores que passarão por aí, vai se fuder legal kkkkkkkkkkkk Doutores da bandidagem kkkkkkkkkkkk doutores no futebol nunca serão kkkkkkkkkkkkkkkk

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    1. Anônimo6.3.14

      Inveja doiiiiiii......

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  2. Anônimo4.12.12

    Que bela visão de Itaquera hein Cúrinthianus, kkkkkkkkkkkk Aqui é Al Ahly kkkkkkkkkkkkkk

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  3. Anônimo4.12.12

    Time mediocre, torcida mediocre, dirigentes mediocres ! Este campo não é do Corinthians, mas de todo povo Brasileiro, principalmente dos Palmeirenses KKKKKKKKKKKKKKKKKK O dinheiro é do povo brasileiro seus mediocres petistas !!!!!!!!!!!!!!

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    1. Anônimo27.3.14

      inveja deve doer muito né.

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    2. Anônimo27.3.14

      porco imundo .

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    3. Na realidade a inveja e um prato de lavagem que so os porcos se alimenta!!! Calma porcada o xiqueiro nao e ai kkkkk

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  4. Anônimo4.12.12

    Quando essa Arena Municipal vai ficar pronta, foi feita com dinheiro público de impostos pagos pelo Brasileiro !!!!!!!!!

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    1. Anônimo20.9.13

      municipal é o seu cu, bambi do caralho!!! "VAI CORINTHIANS" CUUUPAAAAAAAAAAA ANTISSSSSSSSSSS....

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    2. Anônimo20.9.13

      municipal é o seu cu, bambi do caralho!!! "VAI CORINTHIANS" CUUUPAAAAAAAAAAA ANTISSSSSSSSSSS....

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  5. Comentários sem argumentos de anônimos e analfabetos. Para os "antis" além de explicar é preciso desenhar.

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  6. Anônimo6.1.14

    o terreno do panetone (morumbicha) não foi doado?? dinheiro publico tambem!!
    o tricolixo construiu o panetone em terreno da prefeitura! chupa bambis!!

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  7. Anônimo6.1.14

    Como Sempre fala o do Chico Lang! Tricolor da Vila Leonor Esse e Nome do Bairro Afinal!!! Cupa Essa Seus Pau No CU! Vaaai Cooorinthians!!!

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  8. Anônimo9.6.14

    arena palestra tem acabamento de primeira e eum bairro nobre e bom pelo menos deixas esses lixos de curinthianos onde eles merecem Itaquera city

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